Acho que essa vontade de fugir, de correr, de sumir, nada mais é que a fuga dos meus sentimentos mais profundos. Os guardei em uma caixa, dentro da gaveta da escrivaninha velha, no porão dos sentimentos. Mas sempre algo os reaviva. Talvez a semelhança das situações. Não tem jeito, não há como fugir. Eles voltam como cavalos galopando desgovernadamente. Pisoteiam a alma, judiam dos sentidos, abusam do bom-senso – simplesmente ignorando-o. É como o dia da grande virada, da revanche. É a vingança por suprimi-los. É o recado: eles estão ali. Guardados, deixados de lado, esquecidos. Mas estão ali, vegetando no coração que os permitiu entrar. 09/11/2008

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